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Conclusão

Page history last edited by Alexandra 2 years, 10 months ago

Após a realização do meu dossiê,percebo que refleti e aprendi muito sobre a educação de alunos com necessidades especiais.

Em primeiro lugar ,relacionado com a inclusão,quero citar a fala que mais me marcou,onde Odeh diz que:

"os alunos de uma integração não-planejada,estão nas escolas de ensino comum ,engrossando as fileiras daqueles que não aprendem,são repetentes e abandonam a escola."

Após leitura do texto:Avaliação e Inclusão Escolar de Christofari,entendo que a citação anterior ocorre,porque nas escolas regulares,a inclusão não respeita o princípio de avaliar o aluno como parâmetro de si,cria um parâmetro único em que o processo avaliativo ocorre de forma não integrada,acumulando informações e quantidade de conceitos.Então os alunos que não conseguem acompanhar este nivelamento desiste e é excluido da educação.

Como nos traz o texto citado anteriormente referindo-se às escolas de POA,onde os ciclos permitem que haja possibilidades de encontros,desencontros,diálogos,resistências,avanços,retrocessos,na tentativa de considerar a diversidade humana...comparando com as escolas regulares,seriadas,percebo uma grande evolução,pois nas últimas,o aluno não tem possibilidade de retroceder  e se isto acontece ele é reprovado e não conduzido ao avanço. 

Nosso sistema de esnsino,discrimina as crianças que fogem do padrão ditado pela sociedade e incluir seria respeitar a diversidade humana,avaliar tornou-se medir,porém o conhecimento é complexo,coletivo e individual.Portanto a avaliação da aprendizagem,como nos traz no texto,deve ser um meio e não um fim.

Então relacionando os textos ,concordo quando Odeh diz que a inclusão deve ser planejada e estruturada,não apenas como demagogia,pois assim só aumentará a exclusão e o fracasso escolar.

Num segudo momento quero refletir sobre um dos meus principais objetivos em estudar o caso escolhido que foi:"Para contrastar a situação econômica desta família com a maioria dos demais casos abordados(dos nossos alunos de periferia),se o acesso ao tratamento e diagnóstico das crianças com melhores situações,facilitam o tratamento e seus desenvolvimentos,assim como se a estrutura familiar interfere na aceitação dos casos".

Ficou evidente para mim que o caso estudado difere muito dos demais que presencio na escola que atuo,e que a situação econômica e de esclarecimento de seus pais,juntamente com a escola especializada,contribui muito para que o L. evolua em sua aprendizagem.Também acredito que a escola especial esteja mais preparada para atender os alunos "especiais",como no caso do L.a turma é muito pequena e isto possibilita um atendimento individualizado,após observar a aula fiquei pensando como seria o atendimento a este aluno em minha escola,com turmas de até 35 alunos?sem a ajuda de setores como o SOE?Escolas sucateadas e profissionais muitas vezes sem especialização,com acúmulo de carga horária.

Percebo que o envolvimento da família e aceitação da deficiência estudada foi primordial,e o atendimento especializado está de acordo com o material lido,percebi que na escola do L.o aluno é parâmetro de si,e suas limitações são respeitadas.

Ao final do meu dossiê,defendo ainda mais meu posicionamento de que a escola pública ,ainda não está preparada para a inclusão,seus docentes ainda não entendem como esta ser´a possível...pois como um aluno com limitações poderá atingir os objetivos propostos,possuem uma visão de edifício...ainda não transformaram esta visão numa tenda,onde estes objetivos são flexíveis e de que há um amparo legal para a limitação de conteúdos em relação aos alunos "especiais".

E o mais importante para mim é que como professora quero ter uma visão também de mãe de um aluno "especial" e uma visão do próprio aluno,como relatou minha colega o que mais a angustia é a insensibilidade das pessoas,o não respeito a diferença do L.sua preocupação é como ele viveria sem ela...e a independência dele é o que mais importa,então como discutir conteúdos com preocupações tão mais urgentes e importantes?

Em meu ponto de vista a inclusão seria um sonho,algo ideal,mas perante como é tratada não passa de um interesse governamental em repassar suas responsabilidades para as instituições escolares,ausentando-se de suas obrigações.

Comments (1)

Simone Ramminger said

at 11:50 pm on Jul 6, 2009

Alexandra sabemos que para atender ao chamado da educação inclusiva, é necessário que o poder público, escola e família repensem o real sentido da inclusão. É necessário que a legislação que envolve a educação inclusiva seja melhor estudada, planejada e estruturada para que seja feita uma reflexão mais crítica sobre o que é a inclusão e os aspectos que devem ser contemplados para promovê-la, de modo que todos que necessitem de seu apoio, tenham acesso. Receber esses alunos na classe regular demanda uma série de mudanças na escola e na formação dos professores. Realizar a leitura dos materiais propostos na interdisciplina, discutir diferentes questões no forum e pensar no estudo de caso, já foi um começo.
Teu material está organizado e as atividades solicitadas para o dossiê foram todas postadas. Parabéns pela participação e dedicação aos trabalhos propostos!
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

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