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Entrevista com a mãe

Page history last edited by Simone Ramminger 2 years, 11 months ago

 

 ENTREVISTA

 

 

 

Para responder as questões levantadas pela professora e tutoras desta interdisciplina,assim como minhas dúvidas e curiosidades,realizei uma entrevista com a mãe do menino abordado no meu estudo de caso:

 

EU:Como você suspeitou que o L. tinha alguma alteração?Por quê?

MÃE:O L.não falou até os 2 anos de idade,não gatinhou.Com 11 meses começou a se apoiar e levantar,faltavam alguns dias para completar um ano quando começou a andar.Quando iniciou a falar o fez usando palavras completas e corretas,como:mãe,pai,água,após frases como não quero,me dá água.Não se interessava por brinquedos,não se relacionava com outras crianças.

 

EU:Desde quando tens o diagnóstico do L.?

MÃE:Foram mais ou menos dois anos de avaliação o diagnóstico chegou dos 4 anos e meio aos 5 anos.

 

EU:Quem o fez e onde?

MÃE:Doutores Rudmar Riesgo(Neurologista) e Ossanai(Pediatra) na Clínica Pediátrica D.Rudimar Riego.E Doutoras Sandra Maltes(Psiquiatra)no Hospital Santo Antônio e Vera Luis(Psicologa) no CEAPIA.

 

EU:O L.estuda?

MÃE:Sim.

 

EU:Onde?

MÃE:Escola especial cristo Redentor.Além disto faz atividades aquáticas para desenvolvimento da motricidade e sociabilidade na ACM,Associação Cristã de Moços,Projeto Borboleta;Terapia Ocupacional e desenvolvimento de habilidades CEAPIA.

 

EU:Como você conseguiu este atendimento?

MÃE:Escola Especial através da FADERS(Fundação de articulação e desenvolvimento de políticas para pessoas portadoras de deficiências e altas habilidades no RS).

Atividades na ACM e CEAPIA através dos profissionais que o tratam.

 

EU: Você acredita que este atendimento favorece o desenvolvimento do L.?

MÃE:Sim,na escola as turmas são de no máximo 6 alunos com 2 professores,são classes de Educação Terapêutica e desenvolvimento de habilidades,juntamente com objetivo de integrar no Projeto Borboleta além da socialização há o propósito de desenvolvimento da coordenação motora,no CEAPIA a terapia ocupacional ajuda bastante no desenvolvimento das potencialidades e independência.

Porém acho  que o ideal será quando tivermos escolas regulares com profissionais capazes de atender os especiais respeitando suas limitações e estimulando suaus habilidades,pessoal com formação,capacitação,infra-estrutura no ambiente escolar e principalmente prontidão , afetividade e comprometimento.Não encontrei isto em nenhuma escola pública regular a 6 anos atrás(visitei e conversei com coordenadores de 6 escolas sem contar a escola em que sou professora)o que nós percebemos na época é que nosso filho seria apenas mais um numa turma de 30/40 alunos sem segurança,discriminado e sem progressos. 

 

EU:Como você sua família reagiram ao diagnóstico do L.?

MÃE:como a maioria dos pais,culpados,onde houve erro?E agora?Por que conosco?O que é isso Sindrome de Asperger?Tristes.O que fazer?

Após percebemos que não há culpas,há sim muito o que fazer e buscar,então começamos esta caminhada nova.procuramos nos organizar,criamos rotinas adequadas para nossa realidade,estabelecemos prioridades,nos assessoramos de profissionais capacitados.Levamos a vida sem excluir o L. de nossas atividades em família e contamos com deus que não nos falta.

Hoje nossas reações são de coragem , amor e determinação.

 

EU:O que notas de diferente no L. em relação às crianças sem  Síndrome?

MÃE:As características mudam conforme o grau de Asperger.O L. tem o grau 3:

  • Embora tenha ótimo vocabulário,tem dificuldade de expressar seus sentimentos;

    Embora tenha ótimo vocabulário,tem dificuldade de expressar seus sentimentos;

 

  • Resiste a mudanças de rotina;

    Resiste a mudanças de rotina;

 

  • Não interage com outras pessoas expontaneamente;

    Não interage com outras pessoas expontaneamente;

 

  • Resiste ao aprendizado fora do seu interesse(seu interesse:animais e natação);

    Resiste ao aprendizado fora do seu interesse(seu interesse:animais e natação);

 

  • Não entende metáforas ,tudo é no sentido literal ;

    Não entende metáforas, tudo é no sentido literal;

 

  • Quando está ansioso tem maneirismos ecolalia (balança a mão esquerda,ou repete muitas vezes a mesma expressão);

 

  • Pronuncia as palavras e frases com correção de tempos verbais e plurais; Pronuncia as palavras e frases com correção de tempos verbais e plurais;

 

  • Memoriza com facilidade;

 

  • Muita dificuldade motora,não consegue amarrar o tênis por exemplo;

    Muita dificuldade motora, não consegue amarrar o tênis por exemplo;

 

  • Tem dificuldade em lidar com as frustações.

    Tem dificuldade em lidar com as frustações.

  

EU:Na tua opinião qual as maiores dificuldades que o L. enfrenta e quais são as tuas maiores preocupações com relação a isto?

MÃE:Tornar-se independente como um adolescente de 14 anos.Fazer-se entender pelos que não o conhecem.

O futuro do L. é uma grande incógnita.Será que ele conseguirá ser autosuficiente?

Todo nosso empenho é na tentativa de que ele seja o mais independente possível e feliz.

   

EU:Como professora da rede estadual de ensino e mãe de um menino com necessidades especiais,como vês teus alunos especiais e seus atendimentos,como o Estado trata seus cidadãos com necessidades especiais?

MÃE:É vergonhoso,sei que meu filho é bem assessorado porque tenho um plano de saúde,se dependesse do SUS seria bem diferente,percebo um total descaso do estado com tudo que tem relação à saúde pública,seja ela mental ou física.Meu filho tem todo este atendimento porque sou esclarecida e corro atrás,também muitas pessoas do meu círculo familiar ou social que me encaminharam aos serviços assistenciais citados.

 

EU:Lendo o material que te enviei(saiba mais da  págiana principal)o que achas?É uma fonte confiável?Se não no que as informações estão erradas?

MÃE:Não sei te responder.Ouvi da psicóloga do L. que Albert Einstein,em momentos de ansiedade tinha maneirismos,um deles era era colocar a língua,e sempre usava ternos azuis-marinhos com camisas brancas.

 

EU:O que você gostaria de dizer para encerrar esta entrevista?

MÃE:Com o L. aprendemos, eu e minha família,que limites podem ser superados e respeitados,jamais desprezados.Habilidades devem ser desafiadas e estimuladas nunca insufladas.

Aprendemos a ser tolerantes,mais afetuosos e unidos.Percebemos que juntos e organizados temos o suporte(infra-estrutura) para buscar o que cada elemento da família precisa para ser feliz. 

 

                                        

 

Comments (6)

Alexandra said

at 12:06 am on Jun 8, 2009

Não sei o que está acontecendo um pedaço do meu texto e uma imagem não aparece qdo salvo-os,acho que é erro do wiki,tentarei inserí-los amanhão,já tentei várias vezes e não aparece.

Alexandra said

at 7:39 pm on Jun 8, 2009

Ainda não consegui editar qdo edito a página aparece tudo,porém quando a salvo parte do texto não aparece.

Simone Ramminger said

at 10:50 pm on Jun 8, 2009

Oi Alexandra! Estou visualizando o relato da entrevista. Queres mandar por e-mail ele completo para que eu possa comparar se está tudo aqui? Qualquer coisa posso tentar postar para ti. As respostas da mãe respondem as questões solicitadas na atividade 5, sobre avaliação, diagnósticos e atendimentos. Assim que fores descobrindo mais informações podes ir postando aqui. Um abraço, Simone

Alexandra said

at 4:09 pm on Jun 12, 2009

simone muito obrigada por postar a parte de minha entrevista que não estava sendo visualizada,1000 bjs Alexandra

Simone Ramminger said

at 3:13 pm on Jun 14, 2009

De nada Alexandra! Sempre que precisar, faça contato. Um abraço, Simone

Simone Ramminger said

at 9:00 pm on Jul 1, 2009

Alexandra as respostas da mãe respondem as questões solicitadas na atividade 5, sobre avaliação, diagnósticos, encaminhamentos e atendimentos.
Lendo o relato da mãe lembrei do texto "Deficiência Mental e Família: Implicações para o Desenvolvimento da Criança" da unidade 6. Silva e Dessen referem que "O impacto sentido pela família com a chegada de uma criança com algum tipo de deficiência é intenso. Segundo Brito e Dessen (1999), esse momento é traumático, podendo causar uma forte desestruturação na estabilidade familiar. O momento inicial é sentido como o mais difícil para a família (Petean, 1995), a qual tem que buscar a sua reorganização interna (Taveira, 1995) que, por sua vez, depende de sua estrutura e funcionamento enquanto grupo e, também, de seus membros, individualmente." Vale a pena ler todo o texto.
Um abraço, Simone

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