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Minha experiência:
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by Alexandra 1 year, 9 months ago

Bem minha primeira experiência com alunos portadores de necessidades especiais foi numa visita que realizei juntamente com minhas colegas do curso de magistério ao Recanto da Alegria,se não me falha a memória este era o nome da escola especial,no bairro Passo D` Areia,em POA.Confesso que foi um pouco forte as emoções que lá senti,talvez por na época ser uma adolescente,e não tive mais interesse em me capacitar nesta área.
Após meu ingresso na docência,tanto na rede municipal,na qual iniciei minha carreira e permaneci por dois anos,como narede estadual ,que atuo já por dezoito anos,nunca trabalhei com alunos portadores de necessidades especiais,pelo menos diagnosticado.
Observando a escola que trabalho desde meu ingresso na rede estadual,percebi que não temos alunos com síndorme de Dow ou outros transtornos mentais que conheço,lembro de um aluno que tivemos há uns 7 anos atrás,ele tinha um desvio mental,mas nunca diagnosticado,até pelo fato da família não buscar auxílio médico,este aluno trouxe tantos transtornos que a família tirou-o da escola,acho que para não ser obrigada a buscar soluções e ajuda.Não lembro de termos alunos cegos ,mudos ou surdos.Então vou falar sobre duas alunas cadeirantes que temos,a primeira vinda para nossa escola a partir da 5ª série e a segunda é nossa aluna desde a pré escola.Nunca fui professora de nenhuma,mas no segundo caso acompanhei sua trajetória por ser professora do ensino fundamental.Nunca notei problemas na área da aprendizagem,pois ambas não possuem problemas mentais,apenas físicos,porém sempre presenciei a dificuldade de locomoção das mesmas pela escola,pois esta não possui rampa de acesso para o andar superior.
Enfim após meu relato,as leituras realizadas e a aula presencial chego a conclusão de que o avanço no conhecimento sobre as necessidades especiais e as leis que amparam estes alunos,não mudaram muito a realidade destes indivíduos,pois o Poder Público não cumpre com seu papel e não garante a inclusão nas entidades educacionais regulares,pois há a lei,mas não a estrutura para garanti-la ,como sempre as leis não são cumpridas nestes casos,e estes alunos são incentivados a saírem destas instituições,são discriminados ,procurando o ensino diferenciado ou ficando fora deste.Outra observação é que mesmo não sendo satisfatório as redes municipais investem mais nestes alunos do que a rede estadual.Chego também a conclusão de que devemos nos capacitar sim na educação especial,pois poderemos a qualquer momento receber alunos com estas necessidades,não é mais uma questão de escolha,de vocação...e também penso que não estaremos especializados para trabalharmos com todos os tipos de diferenças,mas no momento em que surgirem ,deveremos ir atrás de como trabalharmos com estas.Enfim não podemos ser especialistas para trabalharmos com surdos,mudos,cegos,Dows,Autistas,...Esta especialização se dará conforme a necessidade de aprenderms a lidar com estas diferenças.
Minha experiência:
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Comments (2)
Simone Ramminger said
at 10:01 pm on Apr 4, 2009
Olá Alexandra!
"O dossiê de inclusão visa contribuir para a busca de sentido na produção de conhecimentos no transcorrer de nossos estudos. Este documento busca a completude de suas descobertas em que o respeito às singularidades será respeitado na medida em que cada aluno(a) será encorajado à reflexão e a sistematização de suas experiências num formato original capaz de apontar para as conquistas individuais."
Parabéns! Criaste o pbwiki para o Dossiê, me enviaste o e-mail com o endereço, me deste acesso a ele e fizeste o relato de experiência. Apontas alguns fatores importantes da inclusão: a influência da família, a importância de capacitação dos professores e da estrutura física da escola. Agora aproveita para ler os depoimentos dos teus colegas e deixar comentários. Abraço, Simone Ramminger - Tutora sede EPNE
Simone Ramminger said
at 12:17 pm on May 11, 2009
Alexandra no texto "História, Deficiência e educação especial", Miranda traz algumas idéias que comentas no teu relato: "A efetivação de uma prática educacional inclusiva não será garantida por meio de leis, decretos ou portarias que obriguem as escolas regulares a aceitarem os alunos com necessidades especiais, ou seja, apenas a presença física do aluno deficiente na classe regular não é garantia de inclusão, mas sim que a escola esteja preparada para dar conta de trabalhar com os alunos que chegam até ela, independente de suas diferenças ou características individuais". De que maneira acreditas que a escola pode se preparar para receber esses alunos?
Um abraço, Simone
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