Get your own free workspace
View
 

Observação

Page history last edited by Alexandra 1 year, 9 months ago

Como o objeto do meu estudo não é aluno da escola em que atuo e sim filho de uma colega,resolvi fazer uma observação na escola e sala de aula do mesmo e juntamente com a mãe do L. expor como,de costume ,estes casos são tratados em nossa escola de atuação.

Usarei CR para identificar a Escola Especial Cristo Redentor,onde o L. estuda e EV para o Colégio Érico Veríssimo em que atuamos:

 

  • Comportamentos observáveis nas escolas sobre:

 

- Relacionamentos: com professores/as, funcionários, colegas, outros;

 

CR:Na escola  até o ano passado(2008) ,a matrícula geral era de 150 alunos.Turmas que não ultrapassam 8 alunos.A afetividade é evidente ,professores e funcionários sempre recebem os alunos demonstrando entusiasmo,sorrindo demonstrando verbalmente que foi bom o aluno ter vindo.Contou-me a mãe do L. que certa vez uma mãe dizia que seu filho teve uma crise e por isso faltou tanto às aulas,então a profesora olhou o menino nos olhos e disse que estava muito feliz por ele ter voltado,que seu colegas sentiram sua falta,que ele era muito importante naquele grupo.O menino entrou na sala calmamente.

Os colegas entre si demonstram amizade,isto na maior parte das vezes que observei,pois a professora da turma me relatou que já aconteceram brigas e atritos entre eles no recreio.Observei que há reforço no uso de expressões de cordialidade.

EV:Em nossa escola o relacionamento é de afetividade,porém às vezes os alunos com mais dificuldade não têm ou não recebem toda a atenção que deveriam,pois as turmas são em média de 30 alunos,muitos com grandes dificuldades afetivas e cognitivas.

 

-Questões de aprendizagem;

 

CR:O objetivo maior na classe de educação Terapêutica é a socialização,limites e lidar com as frustrações.

EV:Já na escola trabalha-se ética,regras,porém o objetivo maior é o cognitivo.

 

-Movimentos para a inclusão da escola (avaliação, acessibilidade, adaptações curriculares, serviços de apoio);

 

CR:A avaliação é constante,a troca entre lar e escola se faz necessária constantemente através de agenda ou telefone.A acessibilidade é favorável.Os serviços de apoio são o SOE,orientação psicológica e fora da escola serviços de terapia.

EV:A avaliação é muito mais cognitiva,quanto a acessibilidade ainda é precária,contamos apenas com o SOE como serviço de apoio ,quando há pessoal para atuar neste. 

 

- Movimentos para a inclusão do aluno/envolvimento da família no processo de inclusão escolar.

CR:Todos os alunos são incluídos ,participam de todas as atividades.Há muitos passeios,idas ao cinema,visita a supermercados e shoppings.A escola tem uma Van Escolar com capacidade para 12 pessoas.

As famílias participam freqüentemente das atividades em conjunto com a escola.Exemplos:jogos anuais;Chá beneficente,encontro semestral das famílias,as festas e apresentações nas datas comemorativas.

EV:Não há uma grande preocupação da maioria dos pais com a inclusão dos alunos,até mesmo são oportunizadas atividades que dependem de custos,isto não atinge a todos os alunos,pois nossa clientela é de baixa renda.Os pais mesmo quando chamados,na maior parte da vezes,não comparecem e quando o fazem demonstram falta de comprometimento ou desconhecimento das dificuldades do filho,esperam que a escola solucione sozinha os problemas de seus filhos. 

Em relação ao L.,a inclusão é de acordo com o objetivo da escola Especial,ou seja ele é incluído em todas as atividades,é claro que devido à Síndrome,nem sempre isto acontece,pois quando está em crise o aluno é totalmente isolado e fecha-se em um mundo a parte,não aceita a quebra da rotina,característico de Asperger,que como classifica a mãe é um "autismo mais ponderado".Então muitos aspectos que já tiveram evoluções regridem e é preciso reiniciar o trabalho. Mas quando não está em crise o L. chega a ter um comportamento como qualquer criança "normal",inclusive se relacionando com outras pessoas(profesores,funcionários,colegas).Normalmente se inclui nas atividades e até extra-curricularmente,a família também participa,como idas ao cineme,teatro...

Sua aprendizagem tem altos e baixos, tem facilidades nas palavras e na memorização ,como letras de músicas que gosta,ainda não está alfabetizado e às vezes também regride na aprendizagem, não tem muita concentração.Mas o objetivo principal é trabalhar as emoções ,a socialização e a independência do L.

 

 

 

 

 

 

 

Comments (2)

Simone Ramminger said

at 9:40 pm on Jun 25, 2009

Alexandra as informações solicitadas na atividade da unidade 6 são relativas ao aluno sujeito do teu estudo de caso. Já que fizeste observação e podes conversar com a mãe do menino, o que observas e sabes em relação a inclusão e aprendizagem dele?
Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone

Simone Ramminger said

at 9:19 pm on Jul 1, 2009

Alexandra vi que acrescentaste algumas informações sobre o menino. Quando o L. não está em crise como é a relação dele com os colegas, professores e funcionários da escola? Como é sua rotina fora da escola? Sabes se é realizado algum trabalho diferenciado com ele em sala de aula? Como é feita a avaliação? Existe envolvimento da família no processo de inclusão escolar? Um abraço, Simone

You don't have permission to comment on this page.