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Políticas Públicas e Inclusão:
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by Alexandra 1 year, 9 months ago

De acordo Coma Constituição Federal de 1988 ,a educação é direito de todos e dever do Estado e da família,de acordo com o Artigo 208:"o dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:...atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência ,preferencialmente na rede regular de ensino;".
Ainda de acordo com a LDB -9394/96 os portadores de necessidades especiais terão ,quando necessário,serviços de apoio especializado na escola regular,para atender as peculiaridades da clientela da educação especial.Os currículos,métodos ,técnicas,recursos educativos e organização específicos,deverão assegurar aos alunos portadores de necessidades especiais o atendimento às suas necessidades.
Enfim os portadores de necessidades especiais têm assegurado tanto pela Constituição federal como pela LDB o direito a educação de qualidade no ensino regular,tendo a sua disposição atendimento por profissionais qualificados e estrutura para sua aprendizagem.
Mas como no nosso país as leis não são cumpridas o que vejo nas instituições públicas é o descaso para com estes alunos.Os serviços são insuficientes,quano existem!As escolas não estão preparadas para atenderem as necessidades dos alunos "especiais",e os profissionais especializados para isto inexistem,percebi isto pela grande preocupação que nós,professores,sempre tivemos em avaliar e avançar estes alunos,enquanto há o amparo legal para a limitação em atingir os objetivos.
Percebo por parte das políticas públicas,que a obrigação para com estes alunos é repassada para as instituições,estas mal preparadas e com seus quadros de porfissionais em setores tão reduzidos...não assegurando o que nos diz a Resolução CNE/CEB nº2,de 11 de fev.2001:"Conforme:
Art. 6o Para a identificação das necessidades educacionais especiais dos alunos e
a tomada de decisões quanto ao atendimento necessário, a escola deve realizar,
com assessoramento técnico, avaliação do aluno no processo de ensino e
aprendizagem, contando, para tal, com:.
I - a experiência de seu corpo docente, seus diretores, coordenadores,
orientadores e supervisores educacionais;.
II - o setor responsável pela educação especial do respectivo sistema;.
III - a colaboração da família e a cooperação dos serviços de Saúde, Assistência
Social, Trabalho, Justiça e Esporte, bem como do Ministério Público, quando
necessário.
Trabalho no Colégio Estadual Érico Veríssimo,localizado na Travessa Natal-336,no bairro Nova Americana(Mutirão),o mesmo com cerca de 2200 alunos,70 docentes ,atende do 1º ano do ensino fundamental até o Ensino Médio,e turmas da EJA(5ª à 8séries),funcionando nos três turnos(M-T-N).
Parte de nossa comunidade pertenco ao bairro Sumaré e outra a Vila Nova Americana.Nossos alunos ,na maioria,são de classe baixa,nossa comunidade não é participativa,com raras excessões.
Em nossas reuniões pedagógicas não se discute muito sobre as necessidades especiais que temos na Escola,que diagnosticado é uma cadeirante.Os alunos com "problemas" de aprendizagem não recebem atenção especial.A supervisão até tenta diferenciar os atendimentos a estes,mas os docentes não individualizam suas aulas.
Não estou muito conhecedora da abordagem e atendimento que as ecolas do município sobre os alunos "especiais"trabalho somente na rede estadual,mas obtive informações que palestras são dadas nos períodos de qualificação aos professores da rede municipal.
Temos entre nossos alunos somente uma aluna com necessidades especiais ,cadeirante,
aluna do Ensino Médio,mas começou na escola desde a 1ª série básica.
INCLUSÃO
Bem ao contrário do que nos garante a lei ,nossos alunos portadores de necessidades especiais não são atendidos com qualidade.Percebo pela realidade de minha escola que quando recebe alunos com problemas mentais diagnosticados é claro,se limita a atender conforme possibilidade este aluno ,não dá nem para criticar isto,pois hoje ,conforme política governamental atual,as escolas não estão com seus setores ativos,como nós poderemos auxiliar estes alunos???Os professores mal remunerados e com grande carga horária não se interessam em qualificar-se por estes atendimentos,então os alunos "especiais "não recebem o atendimento necessário.Percebo que a realidade das escolas estaduais em relação ao atendimento especial está à quem da realidade das entidades municipais que investe mais na rede.
Pensar que a Política Nacional de Educação Especial visa a formação de profissionais qualificados e acessibilidade arquitetônica ,nos transportes,nos mobiliários ,nas comunicações e informação ...se nem condições mínimas oferece às instituições públicas para funcionar,as mesmas estão sucateadas.
Então após ler o texto A inclusão e seus Sentidos:Entre edifícios e Tendas ,o que mais me marcou foi a colocação de Odeh,de que os alunos de uma integração não-planejada,estão nas escolas de ensino comum ,engrossando as fileiras daqueles que não aprendem,são repetentes e abandonam a escola.
Acredito que a discussão de inclusão deve partir deste ponto,ensino comum desqualificado aos portadores de necessidades especiais ou atendimento em instituições especializadas?
Políticas Públicas e Inclusão:
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Comments (2)
Simone Ramminger said
at 5:34 pm on Apr 28, 2009
Alexandra apresentaste um pouco a escola onde trabalhas e fizeste relações com os textos propostos. Podes indicar ainda, onde está localizada a tua escola, quais são as condições sócio-econômicas das famílias, características da comunidade escolar, participação na escola... Os casos dos alunos com necessidades especiais são discutidos nas reuniões de formação e planejamento da tua escola? O teu município tem promovido discussões e qualificações, a fim de preparar melhor os professores e educadores? Destacas um ponto importante do texto: A inclusão e seus sentidos: entre edifícios e tendas, do professor Claudio Baptista. Oferecer uma educação de qualidade significa fazer adaptações físicas e pedagógicas, garantindo que esses alunos, além de serem acolhidos e integrados na escola, também aprendam. Ainda nesse texto, Claudio Baptista lança uma questão interessante para pensarmos: "Como cada um de nós se posiciona diante do tema: educação e diferenças?". Fica a questão!
Um abraço, Simone – Tutora sede EPNE
Alexandra said
at 6:07 pm on May 3, 2009
Simone falei um pouco da comunidade no hipertexto Colégio Estadual Érico Veríssimo ,mas posso complementar no texto ,abços
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